quarta-feira, 28 de maio de 2014

Afinal, buracos negros existem?

Na CH deste mês, o físico George Matsas afirma que, até o final desta década, a nova geração de detectores produzirá provas concretas da existência dessas regiões do universo das quais nem a luz escapa.

Buracos negros são regiões de onde nem mesmo a luz consegue escapar devido ao intenso campo gravitacional, certo? Certo. Mas, até que ponto temos certeza de que eles existem?

Antes de mais nada, os buracos negros são uma previsão direta da relatividade geral, teoria da gravitação muito mais precisa que aquela universal, idealizada pelo físico britânico Isaac Newton (1643-1727). Sem a relatividade geral, o sistema de localização global (GPS), por exemplo, não funcionaria. Além disso, cálculos computacionais cada vez mais precisos, simulando a colisão de estrelas de nêutrons, bem como o colapso de estrelas muito massivas, dão fortes evidências de que deve haver muitos buracos negros no universo.

Os buracos negros são uma previsão direta da relatividade geral

Mas há evidências observacionais, além de teóricas? Avançamos muito desde 50 anos atrás, quando se dizia que a melhor prova da existência dos buracos negros era a de que eles nunca haviam sido observados – afinal, são negros. Uma busca na internet pelos verbetes ‘buraco negro’ e ‘sagittarius A’ nos conduz a vídeos que exibem estrelas no centro de nossa galáxia, orbitando um ‘ponto’ com quase 4 milhões de massas solares. Não há estrelas estáveis com essa massa.

Portanto, de longe, a melhor explicação para essa observação é que, no centro de nossa galáxia, há um buraco negro gigante. Trata-se de uma evidência indireta, mas convincente. Acredita-se, hoje, que, tipicamente, toda galáxia deve ter um buraco negro gigante em seu centro.

Ainda assim, os mais céticos não ficarão satisfeitos até que tenhamos evidências diretas, como a observação ‘inconteste’ de energia desaparecendo de nossa linha de visada. Afinal, isso é o que caracterizaria buracos negros: a existência de uma fronteira de não retorno – denominada horizonte de eventos –, de onde nada escapa.

Quando a rede EHT tiver precisão suficiente para ‘enxergar’ estruturas extremamente diminutas (microssegundos de arco), ‘veremos’, então, o buraco negro como uma mancha escura no centro da galáxia

Com um pouco de sorte, isso será possível em uns cinco anos, quando a rede global de radiotelescópios EHT (sigla, em inglês, para Telescópios de Horizonte de Eventos) estiver em pleno funcionamento. A ideia será combinar vários radiotelescópios espalhados pelo planeta, fazendo com que funcionem como um único, de tamanho igual ao da superfície da Terra. Então, quando essa rede tiver precisão suficiente para ‘enxergar’ estruturas extremamente diminutas (microssegundos de arco), ‘veremos’, então, o buraco negro como uma mancha escura no centro da galáxia.

Há também outra estratégia completamente diferente: detectar as ondas gravitacionais emitidas quando um buraco negro é perturbado – por exemplo, pela captura de uma estrela. Ondas gravitacionais são perturbações do próprio espaço-tempo que se propagam à velocidade da luz (300 mil km/s). Quando emitidas por buracos negros, essas ondas são como a impressão digital desses corpos cósmicos, porque têm propriedades muito características.

A detecção de ondas gravitacionais emitidas por buracos negros deve acontecer até o final desta década, quando a nova geração de detectores norte-americanos e europeus, Ligo e Virgo, estiver em funcionamento.

Mesmo depois de tudo isso, é bem possível que ainda haja pessoas especulando que aquilo que denominamos buracos negros talvez sejam apenas regiões de gravidade muito intensa, com um horizonte aparente – que não delimita nenhuma região de não retorno – no lugar do horizonte de eventos. Mas, nesse caso, o ônus da prova ficará com aqueles que, contra todas as evidências, advogarem a inexistência desses corpos.

Buracos negros estão por aí, pode apostar.

Fonte: George Matsas, Instituto de Física Teórica, Universidade Estadual Paulista, Texto originalmente publicado na CH 314 (maio de 2014)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Todo mundo já teve um Nokia

Marca finlandesa é um ícone das telecomunicações. Agora, vendida para a Microsoft, deve sair do mercado aos poucos

Nunca a teoria de Darwin sobre a evolução das espécies fez tanto sentido como no mundo tecnológico contemporâneo. Técnicas, produtos, ofícios e mercados que não se adaptam a um ambiente extremamente competitivo e em sucessiva mutação simplesmente desaparecem. E, nessa dinâmica fagocitária, é simbólica a transformação da marca Nokia em Microsoft Mobile, com a aquisição da tradicional companhia finlandesa pelo grupo americano.

A operação, avaliada em 5,4 bilhões de euros (US$ 7,5 bilhões ou R$ 16,7 bilhões), é mais um sinal de que as empresas do setor precisam se reinventar constantemente para não serem devoradas. Maior fabricante de celulares até 2012, com aparelhos robustos, baratos e eficientes, a Nokia - fundada em 1865 como uma fábrica de papel - começou a perder terreno em 2007, com o lançamento do iPhone, da Apple, e o avanço do sistema operacional da Google, o Android.

Antes, porém, quando a telefonia celular começou a ser explorada no Brasil, no início da década de 90, a Nokia era sinônimo de celular. É difícil encontrar quem nunca teve um Nokia ou um Motorola, sua grande concorrente no pós-modernização das telecomunicações no Brasil.

A aquisição da divisão de celulares da Nokia pela Microsoft, anunciada em setembro, será formalizada amanhã. A companhia - uma espécie de Davi da Finlândia que chegou a ameaçar o então Golias americano Motorola - pertencerá totalmente à Microsoft e deverá se transformar na sua divisão de celulares.

Será o fim de uma marca icônica e de um peso-pesado da economia finlandesa, que entre 1998 e 2007 contribuiu com um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo a revista The Economist.

"A Nokia ficou no passado, perdendo a corrida para Google e Apple", afirma o engenheiro Hermano Pinto, especialista em rede de telecomunicações. Outro especialista, que pediu para não ser identificado, lembra que, na área de telecomunicações, tem sido comum a empresa que é comprada assumir a marca da compradora. "Está sendo assim com a Motorola, comprada pela Google. Foi assim quando a sul-coreana BenQ comprou a Siemens. Esse é o jogo".

Fonte: AFP

quarta-feira, 19 de março de 2014

Combate ao Marco Civil da internet é caso de polícia

Não é preciso ser um gênio da computação ou dos negócios para entender o que está dificultando a aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei do Marco Civil da internet. É hora, pois, de alguém explicar a questão em linguagem bem simples e chamar as coisas pelo nome.

O governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei que regulamenta o provimento de acesso à internet no Brasil. Antes de mais nada, esse marco regulatório é uma garantia para a sociedade de que o intenso processo de inclusão digital em curso no país não será dificultado.

O que pode dificultar fortemente esse processo é o encarecimento do acesso à internet e a quebra da neutralidade na rede, ou seja, o aumento do custo de hospedagem de sites. Para a blogosfera independente, por exemplo, a quebra da neutralidade seria mortal.

Como signatário de um site – este Blog, em verdade, é um site como o UOL, G1 ou qualquer outro –, digo que qualquer aumento no custo de hospedagem inviabilizaria meu trabalho, pois mal consigo suportar esse custo como está hoje.

Quem quer dificultar a vida dos brasileiros na internet são as ditas “teles”, as empresas provedoras de acesso ou de hospedagem de sites. E não é por maldade que essas empresas – em boa parte transnacionais – querem isso. É por lucro, claro, mas é, também, por interesses políticos.

Em primeiro lugar, a inclusão digital é uma ameaça aos tentáculos mais vorazes do capitalismo. As vozes dissonantes que a internet permite que pela primeira vez na história possam se fazer ouvir em qualquer parte e a baixo custo ameaçam àqueles que mantém este país tão desigual.

Ainda nesse aspecto político, a concorrência que blogs, sites e redes sociais fazem à mídia tradicional é uma pedra no sapato dela. Pense bem: que diferença há hoje entre acessar o portal UOL ou outros grandes portais e acessar um blog como este?

A velocidade de acesso é igual, o custo para acessar é igual. Só o que separa um site como este de um site como o UOL é o conhecimento desse site pelo público. Mas como a blogosfera é vasta, todo o público de um grande portal conhece ao menos um bom grupo de blogs e sites independentes.

E há outra questão. As reclamações do serviço das operadoras de acesso à internet são muitas. Essas empresas não entregam a velocidade de acesso contratada e o governo vem obrigando a que cumpram suas obrigações contratuais.

Essas empresas, para cumprir os contratos que descumprem, têm que fazer investimentos. Adivinhe, leitor, de onde querem tirar esses recursos para investir… Do seu bolso, claro. E, creia-me, sem garantia de que, agora, cumprirão o que prometem.

A função do Congresso deveria ser defender os brasileiros da esperteza dessas empresas e dos interesses políticos dos grandes meios de comunicação que não querem blogs, sites e redes sociais contradizendo suas “verdades”. Contudo, há um blocão de deputados fazendo o jogo dos tubarões.

Todos os especialistas sérios em internet defendem o Marco Civil que o governo está propondo. Inclusive, defendem um ponto desse marco regulatório do qual o governo está abrindo mão na tentativa de aprovar, pelo menos, a neutralidade na rede.

O ponto que o governo está negociando é a obrigatoriedade que pretende impor às teles para que mantenham os dados dos internautas brasileiros no Brasil. Isso, após a descoberta da espionagem dos EUA, parece uma medida mais do que lógica. Mas, pasme-se, há deputado que não quer.

E há muito deputado que tampouco quer neutralidade na rede, veja só.

Ora, ora, ora… A pergunta é, simplesmente, por que.

Como é possível que representantes eleitos pelo voto popular atuem contra o interesse do internauta brasileiro e em favor de empresas de telecomunicações – inclusive e sobretudo – de origem estrangeira? O que há por trás dessa conduta?

Vamos chamar as coisas pelo nome, caro leitor? Então vamos: o que tem por trás dessa conduta desses deputados é uma coisinha chamada suborno. É isso aí: as teles só podem estar subornando deputados. Não tenho provas, mas não pode ser outra coisa.

Contudo, falta de provas não é nada que uma boa investigação da Polícia Federal não resolva. Os deputados que estão atuando contra o interesse da sociedade por certo têm motivo$ muito forte$ para agir como estão agindo. Motivo$ que uma boa investigação poderia detectar.

Fonte: Blog da Cidadania

quarta-feira, 12 de março de 2014

Para julgar se o Google paga o imposto justo no Brasil é preciso saber o quanto a Globo paga

O Brasil demorou a se mexer para cobrar satisfações do Google – um dos casos mais notórios de sonegação de impostos no mundo moderno.

O DCM escreveu várias vezes sobre os esforços tenazes de governos de países como Estados Unidos, Inglaterra e França para acabar com a farra fiscal do Google.

A França está processando o Google. Pede uma reparação de 1 bilhão de euros.

Calcula-se que o Google fature na França, sobretudo com anúncios, cerca de 1,5 bilhão de euros, uns 4 bilhões de reais.

Em 2012, o Google pagou a miséria de 6,5 milhões de euros em impostos na França. Fez o que faz em toda parte: canalizou o grosso do faturamento para paraísos fiscais.

Importante: o Google não é um delinquente fiscal solitário. Muitas multinacionais fazem exatamente o mesmo, e hoje enfrentam problemas de imagem e de justiça em muitos países por isso. Apple, Starbucks, Microsoft e Amazon são algumas delas.

O que o governo brasileiro está fazendo de errado, fora a eterna falta de transparência quando se trata de imposto: não são fornecidos números que permitam ver o tamanho do suposto golpe que o Google está aplicando.

Ficamos agora sabendo – e pelo próprio Google, o que é uma aberração, uma vez que a informação tinha que vir à luz pela Receita – que o Google pagou 733 milhões de reais em impostos em 2013.

É pouco? É muito? É justo?

Isto só se sabe quando se tem o faturamento da empresa. Pode ser muito, e pode ser nada. Sem referência, é um número jogado no ar, ao acaso.

A indústria da mídia calcula que o Google no Brasil já é o número dois em receita publicitária, atrás apenas da Globo.

Fala-se em 3 bilhões de receita anual para o Google. Se é isso, o Google estaria pagando pouco mais de 20% de imposto no Brasil.

Importante: você só sabe se isso é muito ou pouco se, primeiro, conhece as leis e, dois, tem ciência de quanto os demais pagam.

Por isso, para que este debate não seja uma conversa nas nuvens, os brasileiros têm que saber – é um caso de enorme interesse público – quanto o líder paga.

A Globo bate recorde após recorde em receita de propaganda mesmo com uma audiência que despenca vistosamente.

Em 2013, ela faturou mais de 12 bilhões de publicidade.

Quanto pagou?

Enquanto não se souber isso, não haverá como avaliar a qualidade dos impostos pagos pelo Google.

No Brasil dos privilégios, a questão fiscal é protegida por um sigilo do qual a guardiã é uma velha amiga da Globo, a Justiça.

O governo, se quiser lidar com o caso do Google com seriedade, tem que quebrar este sigilo no caso da Globo.

Terá coragem para isso?

Adoraria dizer que sim, num rasgo de otimismo.

Mas num ano eleitoral, e com o medo que caracteriza a relação do PT com a Globo, fico com Wellington: quem acredita que o imposto pago pela Globo virá à luz acredita em tudo.

Fonte: DCM

quarta-feira, 5 de março de 2014

Steve Ballmer faz mea-culpa: Microsoft negligenciou o celular

A Microsoft esqueceu o mercado de smartphones e tablets nos últimos dez anos, disse Steve Ballmer, ex-CEO da companhia, em uma palestra para alunos de MBA da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, nesta terça-feira. O executivo, que passou o cargo para Satya Nadella há um mês, afirmou que gostaria de voltar no tempo e repensar a estratégia da empresa no setor mobile.

"Poderíamos ter uma posição mais forte no mercado de smartphones hoje em dia se eu pudesse 'reviver' a última década", explicou Ballmer. A solução da companhia, adiantou o executivo, é identificar e pegar a próxima onda. Ainda de acordo com o ex-CEO, a aquisição da Nokia, em setembro do ano passado, foi muito importante para o futuro da Microsoft.

A próxima onda, na visão de Ballmer, é o WhatsApp. O serviço de mensagens instantâneas foi adquirido pelo Facebook por 19 bilhões de dólares. "É uma moda passageira?", questionou. "Provavelmente, não. (...) Será que os 450 milhões de usuários justificam tamanho investimento? Pessoas razoáveis, como Mark Zuckerberg (CEO do Facebook), acreditam que sim. Então não há razões para duvidar."

Esta foi a primeira aparição pública de Ballmer desde que ele passou o cargo para Nadella, em fevereiro. "Eu sou um membro do conselho bastante ativo", disse o ex-CEO, que entrou na Microsoft em 1980 e passou a comandar a companhia em 2000. "Eu tenho 4% da empresa e me preocupo com o futuro dos meus filhos, com meus investimentos e com os investimentos dos outros acionistas", afirmou aos estudantes.

Durante uma hora, Ballmer respondeu perguntas dos alunos, deu conselhos e destacou que as decisões mais difíceis que já tomou na vida estavam relacionadas à contratação e demissão das pessoas certas. De acordo com o ex-CEO, a tecnologia tem dois papéis fundamentais nos próximos anos: incluir no mercado consumidor 1 bilhão de pessoas e revolucionar setores como o de saúde e educação.

Fonte: Veja

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Operadoras abrem mais espaço ao Firefox OS


Criado como uma alternativa ao domínio do Android, do Google, e do iOS, da Apple, no mundo dos smartphones, o sistema operacional Firefox OS, vai aos poucos ganhando apoio de operadoras e fabricantes.

Durante o Mobile World Congress (MWC), que vai até quinta-feira em Barcelona, a Fundação Mozilla, dona do navegador de internet homônimo e do Firefox OS, mostrou mais sete novos aparelhos que serão lançados com o sistema em 2014. Os modelos se juntarão a outros três que chegaram ao mercado no segundo semestre do ano passado. A chinesa Spreadtrum, que faz projetos de dispositivos no modelo de produção sob encomenda, apresentou um modelo que poderá ser vendido por US$ 25. Um quarto do patamar atual, de US$ 100.

Além de novas opções de produtos, o Firefox OS também terá sua distribuição ampliada neste ano. As operadoras Telefónica e Deutsche Telekom vão levar o sistema para mais 12 países. Com isso, ele estará disponível em 27 mercados, por meio de 21 operadoras.

A expectativa de empresa de pesquisa IDC é que o Firefox OS tenha um crescimento de seis vezes no volume de produtos colocados no mercado neste ano. Por se tratar de um sistema ainda muito novo, a participação do Firefox OS ainda é pequena em termos globais. Mas tem ganhado espaço. Na Venezuela e na Colômbia, por exemplo, já representa 9% e 12% do mercado, respectivamente.

"O ano de 2014 será o momento de ganhar escala, levar o sistema para o máximo de pessoas que pudermos", disse ao Valor, Andreas Gal, vice-presidente de mobilidade da Fundação Mozilla. Gal diz que não há meta específica de crescimento para o sistema. "Somos uma Fundação, não temos que dar satisfação a acionistas a cada três meses", disse. "Nosso objetivo é trazer uma opção para o mundo da mobilidade, assim como fizemos com os navegadores".

A Fundação Mozilla foi criada há cerca de 15 anos como antítese ao modelo de software proprietário da Microsoft, o navegador Internet Explorer, que por anos dominou o mercado. Apesar dos esforços, o Firefox nunca chegou a ter uma participação significativa do mercado. Sua proposta, no entanto, abriu caminho para que o Google lançasse o Chrome, que em 2012, tomou a liderança do mercado de navegadores.

Para Gal, o mundo da mobilidade precisa passar por uma mudança semelhante. "A liderança do Android e do iOS é uma situação momentânea porque não há uma alternativa aberta no mercado. Hoje esses sistemas têm algumas opções para os internautas, mas isso não é nada frente ao que existe na web como um todo", disse ele. "A gente pode se encontrar daqui uns 10 anos e olhar para trás. Tenho certeza que o cenário será outro".

Fonte: ABINEE


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Microsoft quer reduzir desigualdade digital no Brasil

Estratégia é dar visibilidade a comunidades carentes para intensificar atividades econômicas do local

Comunidades de baixa renda brasileiras farão parte de um projeto de inclusão digital da Microsoft. A iniciativa tem por objetivo proporcionar visibilidade a locais e suas atividades econômicas, ajudando a “reduzir a desigualdade digital”. Ao anunciar oficialmente o projeto, Stefan Weitz, diretor sênior da ferramenta de buscas Bing, relatou que a intenção é levar “infraestrutura de mapeamento” às comunidades.
Em comunicado, a empresa provoca: Como você constrói o próximo Foursquare ou atrai novos clientes para seu restaurante se não está no mapa? Weitz destaca que “essas pessoas podem não ter endereço formal, mas não estão à margem da tecnologia”. O executivo também lembra que a estimativa de penetração de smartphones no País tem aumentado em torno de 34% ao ano.

Fonte: Coletiva.Net